HIV/Aids e prevenção combinada

Conceitos

 

O HIV, cuja sigla deriva do inglês, é o vírus da imunodeficiência humana. Esse vírus de nome grande é o causador da Aids, doença responsável por atacar o sistema imunológico humano e destruir as defesas do nosso organismo. Antes de mais nada, vale lembrar: ter HIV e ter Aids são coisas diferentes. Muitas pessoas podem ser soropositivas, isto é, viver com HIV, não apresentarem sintomas e não desenvolverem a Aids. Entretanto, sem acesso ao tratamento, pessoas vivendo com HIV podem transmitir o vírus.

 

A informação correta e atualizada é sempre sua melhor aliada, então é fundamental saber que as formas de infecção do HIV são relações sexuais sem preservativo, compartilhamento de seringas contaminadas ou uso de objetos cortantes não esterilizados ou, ainda, da mãe para criança via gravidez ou amamentação quando não são tomadas medidas adequadas de prevenção.

 

Atualmente, o consenso mundial em torno da prevenção ao HIV gira em torno da prevenção combinada, já ouviu falar disso?! Bem, além do incentivo ao uso de preservativos e lubrificantes, fazem parte da prevenção combinada as profilaxias pré-exposição (PREP) e pós-exposição (PEP), a testagem regular para HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), o diagnóstico e tratamento de todas as pessoas com HIV e IST e a redução de danos.

 

Ok, muitas informações. Em primeiro lugar, é importante conhecer a diferença entre a PREP e a PEP: enquanto a PREP é o uso preventivo de medicamentos antes da exposição ao HIV, a PEP é um tratamento por 28 dias iniciado em até 72 horas após uma relação sexual de risco ou uma situação de exposição ao vírus. Parece complicado, mas se informando direitinho em um local da rede especializada de saúde, fica fácil saber que escolha tomar para curtir a vida de forma tranquila!

 

É preciso saber também que a epidemia de HIV atinge desproporcionalmente setores da população brasileira, entre os quais a população de gays e homens que transam com homens (HSH), pessoas travestis e transexuais e profissionais do sexo – em todos esses setores, em especial pessoas negras e pardas de baixa renda. É por isso que compreendemos a epidemia de forma interseccional: na cidade de São Paulo, para se ter ideia, a juventude gay, negra e pobre é proporcionalmente mais infectada pelo HIV. Nesse sentido, o combate à desigualdade social, ao racismo, à LGBTfobia e ao machismo é essencial para se enfrentar efetivamente o HIV.

 

Ah e não podemos nos esquecer: atualmente, pessoas vivendo com HIV com acesso ao tratamento possuem ótima qualidade de vida. Infelizmente a maior dificuldade enfrentada por essas pessoas ainda é o preconceito. A discriminação envolvendo o HIV e a Aids segue impedindo o diagnóstico precoce, o acesso ao tratamento, a prevenção e a educação sexual da população brasileira.

 

Por fim, é preciso lembrar que outras IST, como sífilis e HPV, também acometem milhares de pessoas em nosso país, em especial, gays e homens que fazem sexo com homens e, no caso do HPV, as mulheres. Dê uma olhadinha nasa sugestões de leituras para se aprofundar mais no assunto e poder viver sua sexualidade de forma prazerosa e despreocupada!

 

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