IST/Aids

Conscientização pela prevenção e tratamento da Sífilis

Você sabe o que é a Sífilis? Aqui nesse post tem informações pra brilhar na prevenção e prestar atenção aos sinais e sintomas

Nhaí, querides!

Vocês sabiam que outubro é o mês dedicado à conscientização pela prevenção e tratamento da Sífilis? Desde 2017, a Lei nº 13.430 instituiu o terceiro sábado do mês como o Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita.

Um dos objetivos principais dessa data é enfatizar a importância do diagnóstico e do tratamento adequados da sífilis na gestante durante o pré-natal e da sífilis em ambos os sexos como infecção sexualmente transmissível.

Mas, você sabe mesmo o que é a Sífilis? Aqui nesse post tem informações pra brilhar na prevenção, prestar atenção aos sinais e sintomas e para conhecer o tratamento.

O que é a Sífilis?

A Sífilis é uma infecção exclusiva dos seres humanos, causada por uma bactéria chamada Treponema pallidum. 

Nos estágios iniciais, provoca feridas nos genitais (pênis, vagina, anus) e boca. Se não tratada, pode evoluir para lesões em vários órgãos. É importante saber que a sífilis pode ser evitada, tratada e curada!

A principal via de transmissão da Sífilis é o contato sexual, e ela também pode ser transmitida para o feto durante o período de gestação de uma pessoa com sífilis não tratada ou tratada inadequadamente, além de transmitida por contato com sangue contaminado.

Quais são os sintomas da Sífilis?

Os sintomas aparecem em ciclos, que se agravam com o tempo e com a falta de diagnóstico e tratamento. 

Um dos primeiros sinais da doença é uma pequena ferida (cancro duro) indolor nos genitais (pênis, vagina, anus) ou boca. Essa ferida costuma desaparecer após alguns dias, mesmo sem tratamento. Por isso as pessoas costumam não dar tanta atenção a ela, acreditando em uma resposta automática do organismo. 

Mas a bactéria que causa a infecção continua na corrente sanguínea e, sem tratamento correto, a infecção pode voltar a se manifestar, dessa vez afetando diversas partes do corpo – tronco, palmas das mãos, sola dos pés, principalmente. 

Estes sintomas também podem desaparecer ao longo do tempo, e se avançar sem ser tratada, a Sífilis pode causar paralisias, doenças neurológicas, cardíacas e cegueira. Veja abaixo mais detalhes sobre os estágios da infecção:

Sífilis latente: assintomática. A duração é variável, podendo ser interrompida pelo surgimento de sinais e sintomas da forma secundária ou terciária.

Sífilis primária: Ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais da pele), que aparece entre 10 a 90 dias após o contágio. Essa lesão é rica em bactérias, normalmente não dói, não coça, não arde e não tem pus, podendo estar acompanhada de ínguas (caroços dolorosos) na virilha.

Sífilis secundária: sintomas aparecem entre seis semanas e seis meses do aparecimento e cicatrização da ferida inicial. Geralmente são manchas no corpo, que não coçam, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés, febre, mal-estar, dor de cabeça e ínguas pelo corpo.

Sífilis terciária: pode surgir de dois a 40 anos depois do início da infecção. Os sinais são lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas.

Sífilis congênita: a infecção transmitida da mãe para o bebê e pode ocorrer em qualquer fase da gravidez.

Prevenção, Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico é realizado através de exames de sangue – testagem rápida ou convencional, disponíveis na rede pública de saúde. 

O tratamento é feito por antibióticos e deve ser acompanhado de exames periódicos para avaliar a evolução da infecção.

Os exames diagnósticos e o tratamento deve ser estendido para parceires da pessoa infectada.

A melhor forma de prevenção é usar preservativos – externos e internos – em todas as relações sexuais, inclusive anais e orais; pessoas gestantes devem fazer acompanhamento pré-natal para diagnosticar e contribuir para o controle da Sífilis congênita.

O Sistema Único de Saúde distribui gratuitamente preservativos nas unidades básicas de saúde. Em São Paulo, existem pólos de distribuição de preservativos em organizações parceiras do Programa Municipal de DST/Aids e em algumas estações do Metrô. Clique aqui para saber mais sobre os pólos de distribuição de preservativos na capital paulista.

O poder público oferece programas de testagem para ISTs. Em São Paulo, a testagem para HIV Aids, Sífilis e Hepatites B e C estão disponíveis na rede de Unidades Básicas de Saúde e na Rede Municipal Especializada. Viver sem dúvida é melhor! Clique aqui e saiba mais sobre a testagem gratuita.

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