Juventudes

Por que só jovens homens gays, mulheres trans e travestis participam do ‘Pra Brilhar’?

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Muitas pessoas nos perguntam por que o ‘Pra Brilhar’ é voltado prioritariamente para jovens gays, mulheres trans e travestis.

Essa é uma pergunta pertinente, já que ainda são muito poucos os espaços de formação e debate sobre gênero, sexualidade, direitos humanos e prevenção de ISTs (infecções sexualmente transmissíveis) voltados para a população LGBTQI de forma geral. Em um país que não assegura o pleno acesso a direitos sexuais e reprodutivos para a sua população, uma vida livre de violências e tampouco a laicidade do Estado – isto é, a separação entre religião e política -, é compreensível que muitas pessoas questionem os critérios adotados pelo projeto ‘Pra Brilhar’ para compor suas turmas.

Entretanto, a epidemia de HIV/Aids atinge desproporcionalmente jovens homens gays e mulheres trans no Brasil – bem como homens que transam com homens (HSHs), homens bissexuais, profissionais do sexo e pessoas usuárias de drogas injetáveis. Como parte de uma estratégia do Programa de HIV/Aids da Prefeitura de São Paulo, o ‘Pra Brilhar’ é apenas um dos projetos executados por Organizações da Sociedade Civil (OSCs) em São Paulo, onde cada organização parceira da prefeitura atua com uma dessas populações-chave.

Por este motivo, a escolha feita pelo projeto em focar-se nos jovens – entre 16 e 24 anos – prioritariamente gays, mulheres trans e travestis se justifica. Convém ressaltar ainda que adotamos os critérios de raça e classe na formação das turmas e que, em geral, mais de 80% dos participantes são jovens homens gays negros vindos de toda a periferia de São Paulo.

Caso você não faça parte do perfil do ‘Pra Brilhar’, busque se informar no site do Programa de HIV/Aids da Prefeitura de São Paulo ou com coletivos e grupos ativistas LGBTQI e feministas que atuam próximos ao seu bairro ou local de trabalho. Você também pode procurar informações com o Centro de Referência e Defesa da Diversidade (CRD) da prefeitura.

O importante é se lembrar sempre: a juventude LGBTQI é pra brilhar do jeito que quiser – é só se cuidar!

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