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Pra Brilhar na prevenção: cuidados para pessoas que têm vagina

Na semana da visibilidade lésbica, preparamos algumas dicas de prevenção de ISTs para pessoas que têm vagina

Reprodução Pinterest

Vivemos no século XXI. Apesar de todo avanço tecnológico e científico que perpassa a Medicina, o sexo entre mulheres ou entre pessoas que têm vagina é marcado por crenças, desinformação e pouca oferta de ferramentas de proteção. Precisamos manter o foco na prevenção!

Mesmo em relações sexuais heteronormativas, infecções como Herpes, HPV, Sífilis, Clamídia e Gonorreia não têm capacidade de transmissão zerada pelo uso do preservativo. No caso de relações vulva-vulva ou boca-vulva, também há possibilidade de transmissão de HIV e Hepatite B, Herpes, HPV e Sífilis, Clamídia, Gonorreia e Tricomoníase, mesmo que em incidência baixa. 

De acordo com o Ministério da Saúde, há estudos que apontam a transmissão do HIV entre pessoas com vagina – o compartilhamento de acessórios e o contato com sangue são as formas de transmissão mais recorrentes.

A prevenção contra ISTs é a melhor opção garantir saúde no sexo

Na semana da visibilidade lésbica, preparamos algumas dicas de prevenção para garantir sexo seguro para quem tem vagina. 

Existe no mercado uma folha de látex, criada originalmente para cirurgias ortodônticas, que pode ser utilizada para formar uma barreira protetora entre a vulva e a boca na hora do sexo. Esse produto nem sempre está disponível em farmácias e postos de saúde. Uma alternativa para prevenção é realizar o corte de um preservativo externo (mais conhecido como “masculino” ) ou utilizar calcinhas de látex.

A camisinha interna (mais conhecida como “feminina”) oferece prevenção quando há penetração – e os brinquedos sexuais devem ser higienizados antes, durante e depois do uso – e muitos deles podem ser revestidos por camisinhas convencionais. Os dedos também precisam de proteção, que pode ser com camisinhas ou luvas de látex. 

Qualquer prática sexual desprotegida oferece riscos de contágio a ISTs. Como não há muitas opções de barreira 100% efetivas para pessoas com vagina, manter em dia as consultas ginecológicas e ter atenção aos hábitos de higiene são extremamente importantes para a prevenção.

Mulheres lésbicas e bissexuais ainda enfrentam outra questão grave quando se trata de acompanhamento ginecológico: muitas vezes, profissionais de saúde deixam de informar sobre os cuidados de prevenção para ISTs por crenças de que mulheres lésbicas estariam menos expostas às doenças transmissíveis por relações sexuais por não haver penetração.

Além disso, a violência de gênero e a homofobia por parte de agentes de saúde traumatizam e afastam mulheres lésbicas dos cuidados com a saúde sexual. O acesso à métodos de prevenção, tratamentos e informação médica adequada é direito de todas e todos, independente da sexualidade e das práticas sexuais.

Não existe ‘grupo de risco’; existem comportamentos de risco!

É importante ter sempre em mente que é imprescindível se cercar de todos os cuidados de prevenção para manter relações sexuais seguras e saudáveis.

Prevenção é essencial. Essas e outras práticas de cuidado estão reunidas na Mandala da Prevenção Combinada:

Mandala Prevenção Combinada / Reprodução

O poder público oferece programas de testagem para ISTs. Em São Paulo, a testagem para HIV Aids, Sífilis e Hepatites B e C estão disponíveis na rede de Unidades Básicas de Saúde e na Rede Municipal Especializada. Viver sem dúvida é melhor! Clique aqui e saiba mais sobre a testagem gratuita.

Quer saber mais sobre sexo com prevenção? Clique aqui e conheça o manual “Velcro Seguro”

Imagem: Carolina Herrera/AzMina

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