Na primeira oficina do projeto Pra Brilhar, que aconteceu no dia 21 de fevereiro, os participantes foram incentivados a produzirem um depoimento e uma imagem de si mesmos. A ideia foi trabalhar com texto e imagem de forma unificada mas também singular, ou seja, a imagem não apenas como uma “ilustração”, mas sim uma linguagem que porta significados próprios.

Confira os depoimentos de quem brilha muito! 🌈

 

Carlos Higor, 22 anos

“Essa foto representa um momento de libertação e empoderamento para mim… um momento da minha vida que decidi não ser mais prisioneiro do socialmente aceito. Minha franja cresceu, uma linda mecha azul brotou e o medo sumiu. Foi nesse exato momento que eu externei quem sou: Gay, orgulhoso de quem sou, feliz por opção e livre por vocação…

Existia algo em mim que gritava para sair e mesmo assim, eu preferia reprimi-lo como um monstro que a sociedade queimaria na fogueira feito uma bruxa. A gente vive com tanto receio do que os outros pensam e falam de nós, que o próprio EU deixa de ser prioridade. Isso nunca deveria acontecer. E é por isso que hoje luto por mim e pelos outros. Para que o medo não seja uma corrente intangível.”

Se formos livres por dentro, nada nos aprisionará por fora. – Augusto Cury

 

Brenda, 17 anos

“No começo, foi bem difícil. Eu não me aceitava; depois que me aceitei, tive problemas com meus pais pelo mesmo motivo, cheguei a ter depressão por causa disso, meus pais insistiam em dizer que eu era um monstro e que isso não estava certo, diziam até que era maldição da minha avó paterna que desde pequena, sabia sobre minha sexualidade, antes mesmo de me descobrir.

Cortei meus cabelos que eram na cintura, deixando-os no pescoço e foi como se eu tivesse tirado um peso dos ombros. Com o tempo, meus pais aprenderam a me respeitar, gostando ou não, aceitando ou não, nossa convivência melhorou muito, hoje em dia, ambos me aceitam e me apoiam com muito amor.”

 

Isaac, 17 anos.

Eu sou Paulista;

eu sou da Zona Leste;

eu sou parte da sociedade;

eu sou de várias comunidades;

eu exijo respeito;

eu não preciso de definição;

eu não quero que você me entenda;

eu valorizo a liberdade;

eu sou expressão;

eu sinto;

eu sou o que você preferir enxergar;

eu sou só mais um humano.

 

Sofia Bernardes, 22 anos

“Exatamente cinco anos me tornei quem eu sempre sonhei em ser e descobri essa mulher maravilhosa que existia dentro de mim. Minha palavra de força e a (resistência), onde procuro forças todos os dias pra me manter firme e com o pé no chão, sou de uma família nordestina desde de cedo aprendi a lutar e seguir em frente mesmo com todas as dificuldades.

Meu maior sonho é ser uma grande atriz, onde vou poder levar visibilidade para todas as manas trans.

Sou apaixonada por tatuagens e uma das minhas maiores inspirações é a cantora Katy Perry.”

 

 

 

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